As corrupções da política ainda vão ser tema relevante da campanha para presidente? A imundície está tão espalhada que dificilmente haverá flagrante grandioso o suficiente para tirar o país da resignação com a sujeira.

Não se trata de dizer que todo mundo é corrupto ou que todas as turmas políticas contem com corruptos de igual grandeza. Mas há rolo bastante para que candidaturas relevantes se joguem imundícies umas nas outras, em particular pelas redes. Sendo assim, as campanhas talvez deixem o assunto para lá. Será o consenso da podridão.

O lamento não é udenismo, lavajatismo ou demagogia picareta que o valha. Governos do país apodrecem rapidamente, o crime chegou ao poder em alguns estados, entramos na rota de sermos um Estado fracassado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu quantidade de pontos importantes, longe de letal, quando foi pego pedinchando dinheiro a Daniel Vorcaro e por ter mentido sem parar sobre seu caso de amor fraterno com o gangster. Mumunhas e delinquências recentes de sua família, como as do irmão Eduardo, não fizeram estrago maior.

A ficha corrida de Flávio e família poderia reemergir na campanha eleitoral. Os tropeços levaram até gente aliada da direita a plantar em jornais que se estuda alternativa à candidatura Flávio. Com imundície generalizada, as mutretas ainda vão fazer diferença, ameaçar candidaturas?