A política brasileira é mais e mais um caso de polícia. Também está sujeita, faz mais de década, a infecções por vírus espalhados por mídias sociais. Um bicho ruim criado em laboratórios políticos suprarreais pode abater a popularidade de um governo. A mentira do pix e o medo de impostos feriu Lula no início de 2025, ferida que ainda sangra.

Não houvesse tantos casos de polícia ou vírus políticos, seria menos arriscado dizer que a política politiqueira vai em breve entrar em recesso por causa de Copa, festas juninas e férias pré-eleitorais. Também por causa disso, o povo vai prestar ainda menos atenção a esse mundo de costume pouco interessante e cada vez mais repulsivo.

O recesso deve começar com três vertentes de dúvidas maiores.

Uma delas é o que vai resultar das investigações das relações do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com pelo menos duas gangues político-negocistas. Trata-se aqui, claro, da gangue que tinha um banco, a Master-Vorcaro, e daquela que mandava no governo do estado do Rio de Janeiro sob o ex-governador Cláudio Castro, da turma de Flávio.

Em outra vertente, a dúvida é saber se por aí vão correr águas que elevem o nível de prestígio e de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por exemplo, qual deve ser o efeito da agora provável aprovação e implementação em breve da redução da jornada ("fim da 6x1")?