Em um contexto de maior demanda por terras raras e minerais críticos, a Fundação Memorial Brumadinho lançou uma carta em que diz não se opor à exploração de recursos da terra, mas pede atenção maior à vida e propõe diretrizes de segurança.
O documento pede que a prevenção e a segurança de quem trabalha no setor sejam fundamentos explícitos da política mineral. Além disso, defende que as comunidades afetadas sejam ouvidas de forma permanente.
"Brumadinho não quer ser lembrada apenas pela tragédia, mas reconhecida como o território que transformou dor em consciência pública. Esta carta é o modo como oferecemos ao país aquilo que aprendemos da forma mais dura", disse Fabíola Moulin, diretora-presidente da Fundação Memorial de Brumadinho.
A entidade nasceu após o rompimento de uma barragem da Vale na cidade mineira em 2019, que deixou 272 mortos.
O memorial reforça a urgência do assunto e diz que ao menos 30 barragens erguidas pelo mesmo método de Brumadinho seguem de pé.








