O PL dos minerais críticos tramita em regime de urgência na Câmara, enquanto o Governo Federal descarta a criação da Terrabras. Esses dois fatos definem a posição brasileira diante da maior disputa global por minerais estratégicos do século XXI. O texto do projeto de lei amplia isenções fiscais ao setor e flexibiliza licenças de operação das mineradoras, anunciando um novo ciclo de entreguismo e crimes socioambientais. O IBRAM, a AMC e os grandes meios de comunicação aplaudem o PL e descartam a Terrabras como um anacronismo estatista.
Do outro lado, partidos, entidades, sindicatos, movimentos populares, intelectuais e jornalistas do campo nacionalista e de esquerda cerram fileiras pela estatal. Caberia ao governo federal tomar a iniciativa nessa disputa desigual de forças, coisa que não o faz. Em um movimento que não surpreende aqueles que acompanham a contradição do governo entre o discurso e a prática pela soberania nacional, Lula deixa correr o PL e descarta a Terrabras num só gesto.
Neste contexto, três questões urgentes se impõem ao debate público sobre as terras raras e pedem ampla mobilização.
1. Reverter a compra da Serra Verde e mapear projetos que atentem contra a soberania nacional







