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O governo mobiliza-se para manter intactos no Senado os pontos centrais da lei sobre terras-raras

A discussão sobre uma eventual parceria com os Estados Unidos para exploração e produção de minerais críticos no Brasil foi, segundo o Itamaraty, um dos pontos altos na conversa entre os presidentes ­Lula e Donald Trump na Casa Branca na quinta-feira 7. Potencialmente polêmico por envolver distintos projetos de desenvolvimento econômico para o ­País, além de questões ideológicas e geopolíticas, o tema estará no centro do embate entre governo e oposição bolsonarista até as eleições de outubro.

Um passo decisivo para a consolidação de uma cadeia produtiva foi dado na véspera do encontro presidencial em Washington, com a aprovação pela Câmara dos Deputados da lei que cria a política nacional de minerais críticos. Agora, o projeto terá de passar também pelo campo minado do Senado, onde a base governista adota cautela e teme que o acordo construído na Câmara passe pelo moedor de iniciativas governamentais no qual se transformou Davi Alcolumbre, do União Brasil. O veto à indicação de Jorge Messias ao Supremo azedou a mínima relação entre Lula e Alcolumbre, que “beira o insustentável”, segundo um senador governista, agravada pela intenção do presidente do Senado de tirar Rodrigo Pacheco da disputa eleitoral de Minas Gerais e indicá-lo a uma vaga no Tribunal de Contas da União.