Entre a tentativa de controlar a exploração ilegal e o temor de novos impactos sociais e ambientais, indígenas Cinta Larga estão divididos sobre a regulamentação da mineração em suas terras –tema que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal).
"A gente em uma terra tão rica, batendo na porta de instituições de uma forma miserável", resume Gilmar Cinta Larga, presidente da Patjamaaj (Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga).
O território dos Cinta Larga, que totaliza 2,7 milhões de hectares na divisa do Mato Grosso com Roraima, fica em uma das maiores jazidas do mundo de kimberlito –rocha que forma diamantes–, segundo relatório do Instituto Kanindé.
A área se divide em quatro TIs (terras indígenas) principais: Roosevelt, Parque do Aripuanã, Aripuanã e Serra Morena.
Segundo informações da Abin (Agência Brasileira de Informação) citadas em um parecer antropológico sobre os Cinta Larga realizado em 2016, US$ 20 milhões em diamantes advindos da região saem de forma ilegal do Brasil todos os meses.






