Indígenas se reúnem por resposta após decisão sobre Ferrogrão no STF — Foto: Divulgação O mesmo movimento indígena que pressionou o governo federal a recuar no decreto das hidrovias voltou a se articular no Tapajós, agora em torno do pacote mais amplo de infraestrutura do Arco Norte. A mobilização ocorre uma semana depois de o STF validar a lei que reduziu parte do Parque Nacional do Jamanxim para permitir a passagem da Ferrogrão, e em meio à intenção do governo de levar a ferrovia a leilão em 2026. Cerca de 600 indígenas de pelo menos nove povos se mobilizaram na semana passada em diferentes pontos da chamada rota da soja. A articulação busca construir uma resposta comum ao avanço de obras do Arco Norte, como Ferrogrão, BR-163, hidrovias, dragagens e portos. A leitura comum entre os povos é que a Ferrogrão não pode ser tratada como uma obra isolada, mas como parte de um corredor logístico que articula rodovias, hidrovias, dragagens e terminais portuários para escoar soja, milho e outras commodities pela Amazônia. Além de um encontro que reuniu povos no território Munduruku, neste final de semana houve uma audiência popular com presença do MPF e do MP do Pará. Em contrapartida, outros órgãos e instituições considerados relevantes não compareceram ou sequer responderam ao convite. Nesse grupo, estavam ANTT, ANTAQ, Ministério dos Portos e Aeroportos, Casa Civil, Ministério da Agricultura, BNDES, BID e Banco Mundial.