Vocês já repararam que cancelamentos no meio progressista viraram algo corriqueiro, uma dinâmica incorporada à nossa rotina, algo até esperado e tratado como natural? Linchamentos operados por gente que ergue a bandeira da justiça social fazendo justiçamento digital.
O que nasceu como um projeto coletivo de emancipação, desenhado para transformar a realidade de minorias marginalizadas, tem sido manipulado por um punhado de gente que descobriu na indignação a melhor fonte de renda do mercado.
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No ecossistema digital, elite não se mede por patrimônio ou sobrenome tradicional, mas por número de seguidores, alcance de algoritmo e poder de comandar linchamentos. Essa nova elite do engajamento tem sequestrado lutas legítimas e colocado em marcha o modelo de negócios mais descaradamente neoliberal do planeta: a dor tratada feito commodity, o próprio ego como marca e a militância resumida a uma chave Pix na bio.






