Em resposta ao artigo "Um modelo liberal-social para governar o Brasil" (3/7), no qual o ex-prefeito e ex-governador João Doria jacta-se das suas concessões, privatizações e da política de continuidade privatista de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, cabe esclarecer diversos aspectos.
Qual o interesse estatal em privatizar serviços para a população como o saneamento básico, no caso da Sabesp? E concessionar parques, praças, equipamentos culturais e outros serviços públicos essenciais, inclusive de saúde e educação?
Incumbe aos governadores comprovar o montante de investimentos privados prometidos e o resultado financeiro das privatizações e concessões realizadas. Urge que venham a público —cumprindo os princípios de publicidade, transparência, impessoalidade, interesse público e economicidade, dentre outros— esclarecer o teor dos contratos, os valores pagos pelos bens públicos e os percentuais revertidos para o estado de São Paulo.
É público que a Sabesp era uma companhia rentável e eficiente, com lucro de R$ 3,5 bilhões em 2023; um exemplo de órgão público e motivo de orgulho. Após a privatização, houve redução de investimentos, elevação de tarifas, demissão de 47% dos funcionários, acidentes fatais, perfurações de canos de gás etc.








