Ex-ministro acusou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de criar a 'Enel da água', em referência à empresa de energia elétrica que costuma ser criticada pelos apagões Fernando Haddad (PT) durante palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso — Foto: Vinicius Doti/Fundação FHC RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 17:34 Haddad critica privatização da Sabesp e promete revisão de contrato Fernando Haddad criticou a privatização da Sabesp, chamando-a de "lambança" e comparando-a à "Enel da água", devido às frequentes queixas de mau atendimento. Prometeu reavaliar o contrato de concessão se eleito governador de São Paulo. Durante um evento, defendeu a política econômica do governo Lula e criticou ajustes fiscais que penalizam a população. Haddad espera definir sua chapa eleitoral até o fim de maio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), chamou o processo de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) de “lambança”, nesta quinta-feira (21), e prometeu reavaliar pontos do contrato de concessão com os municípios caso seja eleito. Ele acusou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de criar a “Enel da água”, em referência à empresa de energia elétrica que atende a região metropolitana e costuma ser duramente criticada pelos apagões. — A Sabesp supera a Enel em queixas no Procon, em termos de mau atendimento, e não podemos admitir isso. Esse problema tem a ver com o contrato que foi assinado. Eu vou ter que averiguar as cláusulas protetivas dos consumidores, porque as pessoas estão se sentindo desamparadas com essa lambança que foi feita — declarou Haddad, para quem “a experiência da privatização não está dando certo”, com “acidentes horríveis” e “vidas sendo perdidas”. O escolhido do presidente Lula para as eleições em São Paulo participou de uma mesa de conversas organizada pelo centro acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas da Unifesp, em Osasco. Durante a fala, ele defendeu a política econômica do governo, criticou o déficit fiscal deixado pela gestão de Jair Bolsonaro em seu último ano e disse que se nega a seguir a “cartilha da classe dominante” para equilibrar as contas. — Existem várias formas de se corrigir, mas não optamos pela receita tradicional, de cortar verba da educação, da saúde, de congelar salário mínimo, tabela do Imposto de Renda, de não dar reajuste para o funcionalismo. Durante sete anos, isso foi feito, incluindo venda de patrimônio, privatizações sem critério para fazer caixa. A gente não quis fazer de novo um ajuste em cima de quem passou sete anos a pão e água — afirmou aos estudantes. Em conversa com jornalistas, Haddad declarou que espera definir a chapa que disputou as eleições “até o final do mês de maio” e evitou responder se Lula teria preferência por Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) na corrida ao Senado, dado que a dupla participou de eventos com o presidente no início da semana em que o principal concorrente interno, Márcio França (PSB), não estava presente. — Eu não conversei com ele (Lula) sobre isso, mas nos próximos dias devemos nos reunir com as lideranças para ver se até o final do mês de maio fechamos a chapa direitinho — relatou o pré-candidato do PT. — As pesquisas estão revelando que os três são nomes muito competitivos ao Senado, mas entendemos que talvez seja o caso de lançar dois nomes, e não três, do campo. Vamos conversar com muita maturidade e não vejo dificuldade de chegarmos a uma boa solução. Caso Master Haddad atribuiu, mais uma vez, o escândalo das fraudes operadas pelo Banco Master a figuras ligadas a Bolsonaro, como o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto, que ocupava o cargo quando foi autorizada a compra da instituição financeira por Daniel Vorcaro. Ele lembrou que tanto Bolsonaro quanto Tarcísio receberam doações eleitorais do cunhado do banqueiro e acusou o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) de integrar o “núcleo duro” das suspeitas da PF. — A Polícia Federal está com liberdade total, dada pelo presidente Lula, para investigar todo mundo. Agora, que existe um núcleo duro no sistema Master com o Bolsonaro, isso aí está patente. Não adianta querer tapar o sol com a peneira. E o Flávio, como representante desse núcleo duro, vai ter que responder sobre todos esses personagens. Tem dinheiro público envolvido e uma sucessão de omissões que não se sustentam mais.
Haddad chama privatização da Sabesp de ‘lambança’ e promete reavaliar contrato se eleito
Ex-ministro acusou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de criar a 'Enel da água', em referência à empresa de energia elétrica que costuma ser criticada pelos apagões
















