O próximo governo terá de revisar toda a política anterior, fazendo um ajuste maior pelo lado dos gastos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A aproximação do período eleitoral deixou explícito um complemento vital da política fiscal do governo Lula, para além das regras do arcabouço. O novo regime perdeu credibilidade há algum tempo, com a exclusão de despesas que transformam déficits maiores em menores - não houve superávit até hoje. Para se reeleger, o Planalto reforçou meios que já vinha usando e dobrou sua dose: aportes a fundos que financiam bancos estatais e linhas de crédito de programas, aumento dos restos a pagar (gastos não realizados em um ano transferidos para exercícios fiscais seguintes). O objetivo foi manter a economia crescendo, mas com juros enormes, endividamento bruto acelerado e custos financeiros que limitam o acesso ao capital pelas empresas, que reverterão o crescimento logo mais.

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Independência que se paga com juros altos

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