Treze anos após fazer história como o primeiro longa brasileiro protagonizado por atores com síndrome de Down, "Colegas", ganhador de 13 prêmios nacionais e internacionais, apresenta agora uma sequência que reflete o amadurecimento de seu elenco e de seu criador, o diretor Marcelo Galvão.

Em "Colegas e o Herdeiro", que chega aos cinemas nesta quinta (13), a poesia quase ingênua da fuga original dá lugar a uma narrativa mais complexa, atual e com momentos de riso incontrolável.

Parte do elenco do filme 'Colegas e o Herdeiro' na pré-estreia, no Espaço Petrobras de Cinema, em São Paulo - Mariana Pekin/Divulgação

A trama também conseguiu expandir ainda mais seu espectro inclusivo e da neurodiversidade, incorporando atores autistas. Um deles, Henrique Fernandes, que interpreta o Magrelo, diverte com pouquíssimas falas, mas com muitas expressões e explosões de gestos em cena.

A comédia de aventura não hesita em pautar, sem melindres, temas que resistem como tabus na realidade de pessoas com deficiência, como questões sobre sexualidade e namoro, debates relativos a gênero, autonomia e capacidades desse grupo social para desenvolver as atividades que bem quiser.