Romance de José J. Veiga, que inspirou a produção do filme frustrado, narra, em tom kafkiano, a progressiva ocupação de uma cidadela pacata fictícia por homens estranhos, cachorros e bois 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jean-Claude Bernardet em ‘Os ruminantes’, de Tarsila Araújo e Marcelo Mello — Foto: Manoela Rabinovitch/Divulgação “A noite chegava cedo em Manarairema.” José J. Veiga iniciava com esta frase a construir a atmosfera distópica de seu clássico da literatura de realismo fantástico, “A hora dos ruminantes”, publicado em 1967, na esteira da implantação da ditadura militar em 1964. No calor de seu lançamento, o crítico e roteirista Jean-Claude Bernardet (1936-2025) e o cineasta Luiz Sérgio Person (1936-1976) captaram seu potencial cinematográfico para uma nova parceria. O roteiro plenamente desenvolvido e sua produção interrompida já a todo vapor são agora recuperados pelo documentário “Os ruminantes”, de Tarsila Araújo e Marcelo Mello, em cartaz pelo país depois da pré-estreia no É Tudo Verdade do ano passado.
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