Primeiro filme, também do diretor Marcelo Galvão, foi divisor de águas ao apostar 'na espontaneidade e leveza de seu elenco' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Colegas e o herdeiro', de Marcelo Galvão — Foto: Arte/O Globo Em 2012, “Colegas” marcava divisor de águas ao apresentar um filme de ficção com personagens portadores de síndrome de Down. Sem paternalismo ou discurso de inclusão, o diretor Marcelo Galvão apostava na espontaneidade e leveza de seu elenco para conquistar o público e prêmios em festivais, como em Gramado. A continuação do feito chega, 14 anos depois, com “Colegas e o herdeiro”, que repete direção, parte do elenco original ao lado de uma renovada safra de intérpretes envolvidos em altas aventuras. Desta vez, quatro internos decidem fugir ao encontro do cultuado “herói” do passado Stallone, suposto gerente de um hotel no Uruguai. O percurso é longo, atribulado, envolve pilotar avião, Polícia Federal, roubo de joias e outros obstáculos. Há participantes diretos e indiretos nos riscos das aventuras, que incluem altas expectativas amorosas. Marcelo Galvão, também roteirista e montador, capricha na direção e na liberdade de atuação de ampla gama de personagens. A ação transcorre entre exuberantes cenários naturais — captados por drones — e a base da trama, abertamente inspirada no “Grande Hotel Budapeste”, de Wes Anderson. Se a fotografia de Rodrigo Tavres e Eduardo Makino, assim como a direção de arte de Zenor Ribas e a trilha musical de Ed Côrtes, são dignas de aplausos, o roteiro, na mistura de astúcia e ingenuidade, peca pela repetição de situações que comprometem o ritmo deste segundo capítulo que tem como ponto alto a diversidade e a entrega do elenco base. Cotação: Bonequinho olha.
'Colegas e o herdeiro' retoma personagens com síndrome de Down em nova aventura, 14 anos depois
Primeiro filme, também do diretor Marcelo Galvão, foi divisor de águas ao apostar 'na espontaneidade e leveza de seu elenco'







