Os juros altos que resultam da gestão perdulária do Orçamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impactam a economia de forma cada vez mais crítica, intensificando o estresse financeiro sobre famílias e empresas.

O aumento persistente dos gastos públicos e a multiplicação de programas de crédito subsidiado, cujos volumes já se aproximam ou superam a marca de R$ 200 bilhões, geram desequilíbrios que forçam o Banco Central a manter a taxa básica excessivamente alta.

A Selic, em patamar restritivo de 14%, propagou seus efeitos com atraso, mas de maneira inevitável chegou ao mercado, comprimindo o consumo, os investimentos produtivos e a capacidade de rolagem de dívidas.

Os indicadores da atividade econômica confirmam a desaceleração em curso. O volume de vendas no varejo avançou apenas 0,1% em maio ante abril e acumula 1,7% no ano. No período, os serviços recuaram 0,4%.

Ainda que o mercado de trabalho mantenha o desemprego em 5,4% no trimestre até junho —um patamar historicamente baixo—, há sinais de diminuição na criação de vagas e de menor crescimento dos salários.