As contas públicas brasileiras chegam perto do fim do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em situação muito mais vulnerável do que o discurso oficial tem buscado demonstrar publicamente.
Embora a área econômica venha repetindo nas últimas semanas que cumpre as metas previstas em seu arcabouço fiscal, os principais indicadores caminham na direção oposta.
A dívida pública cresce, os déficits tornam-se recorrentes, as estatais voltam a representar risco para o Tesouro e o impulso fiscal é muito maior do que mostram as estatísticas convencionais. A distância entre a narrativa oficial e a realidade das contas públicas tornou-se impossível de ignorar.
O Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão técnico do Senado, desmonta essa aparência de normalidade.
A Dívida Bruta do Governo Geral deve encerrar 2026 em 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), aumentando mais de dez pontos em quatro anos. No cenário-base da IFI, chegará a 102% do PIB em 2032 e a 115% em 2036 —patamares extremamente elevados para economias emergentes.









