Ministro do STF fez postagem em homenagem aos 199 anos dos cursos jurídicos no Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Flávio Dino no Julgamento do caso Marielle Franco na Primeira Turma do STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou nesta terça-feira que é "falso" dizer que o Judiciário vive uma "crise terminal e apocalíptica", mas defendeu uma série de reformas para aprimorar o funcionamento das instituições jurídicas do país. Em publicação nas redes sociais em homenagem aos 199 anos dos cursos jurídicos no Brasil, o ministro reconheceu que há problemas nas instituições, mas criticou o que classificou como uma narrativa alimentada por interesses políticos, ideológicos e econômicos. "Claro que há pontos negativos em tais instituições, porém é falso que existe uma 'crise' terminal e apocalíptica no mundo do Direito, mormente no Judiciário", escreveu. Segundo Dino, essa visão é, "no mais das vezes", resultado de "objetivos ideológicos, oportunismos político-eleitorais e interesses econômico-financeiros" ou de "vieses de confirmação" que distorcem a realidade. Apesar da crítica ao discurso de crise, o ministro afirmou que mudanças são necessárias. "Acredito que reformas são sempre necessárias para que os profissionais do Direito sirvam cada vez melhor à nossa Nação", escreveu. Na postagem, Dino elenca o que considera prioridades para uma eventual reforma do sistema de Justiça, citando a redução da morosidade processual, a punição de profissionais corruptos, o enfrentamento ao "uso e abuso da inteligência artificial", o combate a "precatórios fabricados e utilizados para perpetração de crimes", a utilização de fundos para lavagem de dinheiro e a compra e venda de decisões judiciais. Ao concluir a mensagem, o ministro afirma que é preciso conduzir essas mudanças com "perseverança e coragem", preservando os direitos fundamentais e os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência.
Flávio Dino rejeita narrativa de 'crise terminal' no Judiciário, mas defende reformas na Justiça
Ministro do STF fez postagem em homenagem aos 199 anos dos cursos jurídicos no Brasil











