O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira 5, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. É a quarta queda seguida.
Ainda assim, o Brasil encerra esta quarta-feira com a maior taxa real de juros no mundo, de acordo com um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. Para calcular o índice real, leva-se em conta a taxa “a mercado” — um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses seguintes.
O País tem uma taxa real de 9,30%, à frente até da Rússia (em guerra), com 9,09%. Completam o top cinco Colômbia, com 6,16%; Indonésia, com 4,61%; e Argentina, com 4,51%.
O Boletim Focus da última segunda-feira 3, publicado pelo BC após consultar instituições financeiras, estima a inflação no fim de 2026 em 5,03%. Na semana anterior, a projeção era de 5,12%. A meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual — ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.
Ao anunciar a decisão desta quarta, o Copom apontou incerteza no ambiente externo, devido à indefinição sobre os conflitos no Oriente Médio e a respeito da política monetária em “algumas economias avançadas”. No front doméstico, diz o comunicado, o conjunto dos indicadores sugere moderação da atividade econômico, mas com um mercado de trabalho “aquecido”. Os riscos para inflação, acrescentou o Comitê, permanecem “mais elevados que o usual, com assimetria altista”.












