O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira 17, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,5% para 14,25% ao ano. É a terceira queda seguida.
Ainda assim, o Brasil encerra esta quarta-feira com a maior taxa real de juros no mundo, de acordo com um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. Para calcular o índice real, leva-se em conta a taxa “a mercado” — um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses seguintes.
O País tem uma taxa real de 9,67%, à frente até da Rússia (em guerra), com 9,31%. Completam o top cinco Turquia (5,57%), México (5,1%) e África do Sul (3,74%).
O Boletim Focus da última segunda-feira 15, publicado pelo BC após consultar instituições financeiras, estima a inflação no fim de 2026 em 5,3%. Na semana anterior, a projeção era de 5,11%.
A nova reunião do Copom ocorreu cinco dias depois de o IBGE divulgar que o IPCA, considera a inflação oficial do País, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração frente aos 0,67% de abril.











