Enquanto nomes do centrão veem o isolamento de Flávio Bolsonaro (PL) como fruto da inabilidade de articulação dele, integrantes do PL dizem que o fato de o senador não ter recebido apoio de nenhum outro partido é culpa de pressão exercida pelo governo Lula (PT).

Pessoas próximas a Flávio responsabilizam até a Polícia Federal e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) por supostamente amedrontarem os políticos com o avanço de investigações caso apoiassem o presidenciável, que costuma defender o impeachment de integrantes da corte.

Nesta terça-feira (4), Republicanos, Podemos e União Brasil anunciaram que vão ficar neutros na eleição. O PP já havia feito o mesmo. Aliados do presidenciável dizem que esses partidos, ao optarem pela neutralidade, fizeram um cálculo político que prioriza a eleição de mais deputados federais diante do receio de uma derrota de Flávio. A polarização e a divisão interna dessas siglas entre lulistas no Nordeste e bolsonaristas no Sul fazem com que a escolha entre o PT e o PL possa prejudicar a ampliação das bancadas.

Em 2022, o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), concorreu por uma coligação composta por PL, PP e Republicanos. Agora, o senador se vê obrigado a escolher um vice do PL e esperar condições mais favoráveis para tentar uma nova investida sobre esses partidos.