Presidenciável diz que principais nomes cogitados para a chapa permaneceram ao seu lado e admite que alianças dariam mais tempo de TV e capilaridade à campanha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniella Marques e Flávio Bolsonaro durante o podcast Market Makers — Foto: Reprodução Um dia depois de encerrar meses de procura por uma mulher para a vice com a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) atribuiu aos partidos que decidiram não aderir à sua candidatura a responsabilidade pelo desfecho da composição. O presidenciável afirmou nesta quinta-feira que manteve a preferência por uma mulher ao longo das negociações, mas disse que, embora os principais quadros das legendas tenham se aproximado de sua campanha, os “caciques” partidários não autorizaram as alianças. — Todas as mulheres que foram cogitadas para serem minha vice estão do meu lado. Sem exceção. Todas elas estão participando de alguma forma dessa pré-campanha, colaborando com ideias e dando opiniões. Estou ouvindo todo mundo. Os principais quadros de todos os partidos vieram para nós. Não apenas quem estava sendo cogitado para vice. Quem não veio foram os caciques, os partidos — afirmou Flávio ao podcast Market Makers. A declaração ocorre após uma busca pela vice que combinou dois objetivos da campanha: colocar uma mulher na chapa, numa tentativa de ampliar a interlocução de Flávio com o eleitorado feminino, e atrair uma nova legenda para aumentar o tempo de propaganda eleitoral e a capilaridade da candidatura. Ao final, nenhum dos dois movimentos prosperou. O escolhido foi Gaspar, um homem filiado ao PL. O próprio presidenciável reconheceu que a tentativa de atrair outras siglas tinha como um dos objetivos melhorar as condições eleitorais da chapa. — Não digo que fui traído. Acho que cada um tem seus motivos. Claro que queria que tivesse esses partidos na minha chapa, me daria mais tempo de televisão e mais capilaridade, mas o importante é que os principais quadros estão com a gente. Negativas de PP e Republicanos A primeira opção da campanha foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela manifestou disposição para integrar a chapa, mas a direção do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial após consultar seus diretórios estaduais. A maioria se posicionou contra a adesão à candidatura de Flávio, e o partido não autorizou a composição. Depois, Flávio investiu na economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e recém-filiada ao Republicanos. Ela também aceitou a possibilidade de ser vice, mas o Republicanos resistiu a transformar a escolha individual de Daniella numa adesão formal à candidatura do PL. Nesta quinta-feira, Flávio relatou que disse a Dani que ela deveria ter se fiiado ao PL. — Eu sempre falei da minha preferência por ter uma vice mulher, não só por ser mulher. Dani era uma. Ela escolheu o Republicanos e eu disse para ela se filiar ao PL — afirmou, aos risos. As duas negativas frustraram a tentativa do PL de ampliar a coligação. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também reconheceu nesta quinta que União Progressista e Republicanos foram os dois principais alvos das negociações. — Nós tentamos atrair partidos, notadamente a Federação União Brasil e Progressistas e o Republicanos. Infelizmente não tivemos êxito — afirmou. Sem o apoio das duas legendas, a campanha passou a procurar uma solução dentro do próprio PL. Flávio afirmou que havia diferentes mulheres consideradas, mas argumentou que os principais nomes já estavam comprometidos com outros projetos eleitorais. — Dentro do PL temos grandes quadros, a própria Michelle, Júlia Zanatta, Bia Kicis, tinham grandes nomes, mas todo mundo já decidida a concorrer a alguma coisa. Foi quando veio a possibilidade do Alfredo Gaspar. Também é uma pessoa com requisitos extraordinários.