Eleições 2026
O anúncio do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro (PL) é o epílogo da busca fracassada por uma coligação que rendesse à chapa capilaridade política e mais tempo de propaganda na televisão e no rádio. O Centrão de Republicanos, PP, União Brasil e outras siglas fechou as portas ao senador e forçou o PL a recorrer a uma composição puro-sangue.
A cerimônia de confirmação de Gaspar, realizada em Brasília nesta quarta-feira 5, começou com uma pretensa ode às mulheres, durante a qual Flávio elencou algumas de suas principais aliadas, entre elas as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS), ambas integrantes de partidos que preferiram não se unir ao “zero um”.
A certa altura, Flávio disparou: “Fiz duas filhas exatamente para isso: quando ficar velhinho, vou ter quem tomar conta de mim”. Continuou, porém, a alimentar a expectativa de que anunciaria uma mulher para vice. Em vão.
Para o cientista político Rui Tavares Maluf, Gaspar pouco acrescenta à campanha. O senador Rogério Marinho (PL-RN), cotado para vice até a manhã desta quarta, teria mais trânsito em Brasília e conhecimento das contas públicas, por exemplo.













