Eleições 2026
Às vésperas do fim do prazo para a realização das convenções partidárias, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a busca por uma mulher para compor sua chapa. A definição da vice tornou-se uma das principais pendências da campanha, depois de meses de negociações frustradas com partidos do Centrão e resistência aos nomes cogitados pelo entorno do presidenciável.
Desde a pré-campanha, Flávio e aliados trabalham com a avaliação de que uma mulher poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa. A estratégia também dialoga com o peso político da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), considerada por dirigentes da legenda uma liderança capaz de mobilizar o eleitorado feminino e evangélico, ainda que a relação entre ela e o senador tenha atravessado uma crise pública nos últimos meses.
Ao longo das negociações, o primeiro movimento foi buscar uma composição com o Centrão. Flávio convidou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas a direção nacional do PP decidiu permanecer neutra na disputa presidencial, inviabilizando a aliança. Em seguida, entrou em cena a possibilidade de uma chapa com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos. A hipótese, porém, enfrenta resistências tanto no próprio Republicanos, que também caminha para a neutralidade, quanto no PL, onde dirigentes defenderam um perfil com maior experiência política e capacidade de agregar votos.












