O isolamento partidário de Flávio Bolsonaro (PL) em parte confirma a impressão de que a perda de poder do governo federal para o Congresso diminui a relevância de alianças firmes com presidentes para o objetivo de dominar dinheiros do Estado. É isso, mas não só. Vai além da eleição, é outra história.
O Congresso-centrão institucionaliza um outro modo de extração de recursos estatais, em parte concatenada com crimes diversos, corrupção entre eles. Emendas são parte disso. De modo legal ou ilegal, servem para valorizar o capital político e o capital privado de políticos (e de associados).
Note-se também o caso Vorcaro, o mais explícito dos sintomas pornopolíticos do favorecimento empresarial extrativista no Parlamento e de associação da política com fundos da finança bandida. É ingenuidade chamar o aumento do poder do Congresso de "semiparlamentarismo", mesmo de modo provisório.
Flávio Bolsonaro durante convenção do PL (Partido Liberal) no Pacaembu, em São Paulo, para oficializar sua candidatura à Presidência - Felipe Iruatã - 25.jul.26/Folhapress
Quanto à eleição, o mais importante, se diz do centrão ao direitão, é fazer bancadas grandes de modo a ter mais controle sobre emendas, fundos partidários e eleitorais e sobre poucos cargos ainda rendosos (em termos de dinheiro e prestígio) ou que facilitam negócios com empresas e finança.











