0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo/16/05/2026 A postura adotada por Flávio Bolsonaro na condução de sua campanha tem irritado lideranças do próprio PL e afastado aliados do presidenciável. A principal queixa é que o senador é centralizador, ouve poucas pessoas e decide praticamente tudo sozinho, com seu pequeno núcleo. Até o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem sido escanteado na costura de alianças, que ficou a cargo do coordenador da campanha, Rogério Marinho, outro alvo de críticas. Marinho é apontado como “inábil” para realizar as alianças necessárias neste momento de crise da campanha. Presidentes de siglas do centrão se queixaram a membros do PL da dificuldade para contatá-lo. A escolha de Flávio pela ex-presidente da Caixa Daniella Marques como seu "posto Ipiranga" e favorita para compor a chapa como vice, também é reprovada pelo partido. Apesar dos elogios ao perfil técnico de Daniella, há a avaliação de que ela não agrega votos. Outro foco de críticas é Eduardo Fischer, consultor estratégico da pré-campanha. A falta de experiência política é um dos principais incômodos em relação ao publicitário. — Só tem professor de Deus ao lado de Flávio. A postura prepotente está deixando ele e a campanha em situação crítica — resumiu um aliado do senador sobre o clima que envolve o presidenciável. Uma das maiores preocupações é que esse isolamento possa comprometer os cenários estaduais. A possibilidade da federação formada pelo PP e União Brasil seguir a posição nacional e preferir a neutralidade a apoiar o PL no Rio de Janeiro tem preocupado as lideranças do partido.