A poucos dias da convenção que formalizará seu nome como candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro não conseguiu convencer políticos do centrão a apoiarem seu nome. Há reclamações sobre indisposição para o diálogo e falta de estratégia do pré-candidato, antes visto como o nome da família Bolsonaro com mais capacidade de articulação política.

As críticas apontam que, quando ele pediu apoio do União Brasil e do PP, não estava disposto a discutir sugestões de participação num eventual governo bolsonarista, resolver impasses nos estados ou debater propostas conjuntas.

No caso do Republicanos, a reclamação vai além, pois nem sequer houve contato direto do pré-candidato com a cúpula do partido.

Para os dirigentes dessas siglas, Flávio quer apoio sem estar disposto a nada em troca; assim, seria melhor para as legendas do centrão concentrarem seus recursos na eleição de deputados federais, em vez de coligar com o PL e serem obrigadas a partilhar o fundo eleitoral com a campanha presidencial.

Congressistas da federação dizem que os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira (PI) passaram até a evitar contato com ele para não serem obrigados a negar pessoalmente a aliança. Os dois eram anteriormente próximos a Flávio para além da política.