Eleições 2026
A tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de construir uma aliança com partidos do Centrão para fortalecer sua candidatura ao Palácio do Planalto sofreu mais um revés nesta terça-feira 4. O Republicanos oficializou a decisão de permanecer neutro na disputa presidencial, reforçando um movimento que já havia sido adotado pela federação União Progressista (União Brasil e PP) e que tende a ser seguido pelo Podemos. O cenário deixa o senador cada vez mais próximo de disputar a eleição apenas com o PL e de recorrer a um nome da própria legenda para a vice-presidência.
O impacto mais imediato recai sobre a composição da chapa. O Republicanos era a principal aposta de Flávio para indicar a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e considerada pelo senador como ideal para a vice. Com a neutralidade da legenda, a possibilidade praticamente desaparece, já que a indicação depende de uma coligação formal entre os partidos.
Antes disso, a campanha já havia perdido a possibilidade de atrair a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Embora a ex-ministra da Agricultura tenha aceitado discutir a composição, a direção do PP decidiu manter a neutralidade da federação União Progressista e inviabilizou sua participação na chapa. O partido argumentou que a prioridade é preservar a unidade do grupo e as diferentes alianças estaduais, sem aderir formalmente a uma candidatura presidencial.













