Republicanos e PP, que apoiaram Jair Bolsonaro em 2022, também rejeitaram se aliar a candidato do PL 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rueda, presidente do União, quer partido com protagonismo na próxima eleição — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O União Brasil anunciou nesta terça-feira que vai ficar neutro na eleição presidencial e liberou todos os filiados para apoiar o candidato a presidente que desejarem. A decisão representa mais um revés para o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que tentava uma aliança com a legenda. A posição foi anunciada pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, por meio de nota, durante convenção partidária. A sigla forma uma federação com o PP, o que significa que as duas legendas precisam adotar as mesmas posições nas eleições. Rueda não esteve na sede do partido, em Brasília, e participou da convenção de forma remota. ""Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todos os cargos. A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade política", disse Rueda. O partido ainda declarou que libera os candidatos "para apoiarem, em seus estados, os presidenciáveis que melhor se ajustem às articulações regionais e locais". O PP já havia anunciado neutralidade na última sexta-feira. O partido divulgou o posicionamento por meio de nota e, diferente do União Brasil, não realizou convenção. Antes disso, Flávio Bolsonaro se reuniu com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a havia convidado para ser sua vice. Ela chegou a dar aval para assumir o posto, mas o partido rejeitou embarcar na coligação de Flávio. Também nesta terça-feira, o Republicanos havia anunciado neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto. A ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) era uma das opções de vice para Flávio, mas foi inviabilizada com a decisão da legenda. As decisões contrastam com o que foi decidido na eleição de 2022. Na época, PP e Republicanos fizeram parte da coligação de Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição. O União Brasil, por sua vez, teve candidatura própria, com a senadora Simone Thronicke, hoje no PSB. No segundo turno, adotou neutralidade. O Podemos também é cortejado por Flávio e a presidente do partido, Renata Abreu, é citada por parte dos aliados como opção de vice. Apesar disso, o partido também se encaminha para anunciar a neutralidade. Com a dificuldade em formar alianças, Flávio deve chegar na eleição com uma chapa “puro-sangue” do PL. Os partidos têm até esta quarta-feira para realizar as convenções partidárias e definir as posições na eleição. Apesar disso, os candidatos podem mudar ou indicar candidatos a vice até o dia 15 de agosto. Durante sabatina organizada pelo site Antagonista, Flávio indicou que pode arrastar a definição para perto do prazo final. — Eu tenho até o dia 15 dessa novela para poder escolher. Será junto com o registro da candidatura, que tem até o dia 15 de agosto para acontecer. Até lá também já estarei, com certeza, com a vice-presidência escolhida — declarou. Em outro sinal de afastamento, há dificuldade também nas alianças entre o PL e a federação nos estados. A federação União-PP recuou de alianças com o PL de Flávio até onde um acordo antes era dado como certo. Os dois partidos desistiram de apoiar Douglas Ruas (PL) para o governo do Rio e vão ficar neutros também no estado. O presidente nacional do União Brasil é candidato a deputado federal pelo Rio. Por outro lado, a federação União-PP e o Republicanos em São Paulo e em Minas Gerais estão próximos do PL e devem dar palanque para a candidatura de Flávio. Os dois partidos da federação negociavam apoiar Flávio e indicar a candidatura dele a vice, mas houve um afastamento nos últimos meses. A crise envolvendo o banco Master consolidou um afastamento. O site The Intercept revelou em maio que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, do Master, para financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, integrantes das cúpulas nacionais do União e do PP disseram que houve um desconforto crescente com Flávio e reclamam da forma como o candidato do PL reagiu, com distanciamento político, à operação da Polícia Federal, realizada em maio, que atingiu Ciro Nogueira no âmbito das investigações envolvendo o banco Master. A operação investigou o uso do mandato de Ciro para beneficiar Daniel Vorcaro, do Master. O presidente do PP tem negado irregularidades. Ciro concorre à reeleição para o Senado no Piauí e faz oposição ao PT no estado. Por outro lado, o senador tem elogiado Lula em eventos de sua pré-campanha. De acordo com relatos, Ciro Nogueira pediu ao líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), que comunicasse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio da Alvorada há duas semanas sobre a neutralidade. Assim como Ciro, outros dirigentes da federação temem desgastes envolvendo o caso Master. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, já prestou serviços advocatícios para o banco e foi citado em mensagens atribuídas a Vorcaro. Já ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, teve uma empresa de consultoria que prestou serviços ao Master. Ambos não foram alvo de operações envolvendo o caso e negam irregularidades.
União Brasil confirma neutralidade e amplia isolamento de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial
Republicanos e PP, que apoiaram Jair Bolsonaro em 2022, também rejeitaram se aliar a candidato do PL













