O PL vinha pressionando para que a sigla apoiasse Flávio Bolsonaro na disputa ao Executivo federal; decisão pela neutralidade inviabiliza a economista Daniella Marques como vice do senador 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Republicanos anunciou, em nota divulgada nesta terça-feira (4), a decisão de se manter neutro na eleição à Presidência da República. O partido realiza a sua convenção nacional nesta manhã, evento que deve confirmar essa posição. O anúncio foi feito após consulta do presidente nacional, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), aos diretórios estaduais. O PL vinha pressionando para que a sigla apoiasse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa ao Executivo federal. "O Republicanos informa que, após amplo processo de consultas às executivas estaduais de todo o País, decidiu, por deliberação majoritária, adotar uma posição de independência institucional na eleição para Presidente da República. A decisão reflete o respeito à construção democrática interna do partido e reconhece a realidade de um Republicanos que cresceu, consolidou sua presença nacional e passou a representar diferentes regiões, contextos e alianças políticas", informa a nota assinada pela Executiva Nacional, pelas Executivas Estaduais e pela bancada do Republicanos na Câmara dos Deputados. A principal justificativa que apoia a neutralidade da sigla é o fato de integrantes do Republicanos disputarem as eleições deste ano em palanques compostos com a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Esse é o caso de Estados como Paraíba e Pernambuco. "Hoje, o Republicanos está presente de forma expressiva em todas as unidades da Federação. Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada Estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos. A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político. Ao contrário, demonstra maturidade institucional, respeito ao pacto federativo e compromisso com a unidade partidária, preservando a autonomia das lideranças estaduais dentro das diretrizes estabelecidas pelo partido", explica o posicionamento do partido. A economista Daniella Marques, que coordena a área de economia do plano de governo de Flávio e que se filiou ao Republicanos sem o conhecimento de dirigentes do partido, era uma das preferidas para assumir a vice da chapa do senador. A decisão do partido pela neutralidade, entretanto, inviabiliza essa composição. Outros nomes do Republicanos também citados para ocupar a vaga de vice eram o da senadora Damares Alves (DF) e o do deputado Pedro Lupion (PR). Presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP) — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados