Senadora havia comunicado disposição de integrar chapa do PL, o que levou partido a consultar estados; maioria foi contra 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário do Senado Federal — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado A direção nacional do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial e barrou a tentativa da senadora Tereza Cristina (MS) de obter o aval do partido para ser candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada por maioria após uma consulta aos diretórios estaduais, feita depois de a parlamentar comunicar a aliados que estava disposta a aceitar o posto e tentar reverter a posição que ja havia sido comunicada a Flávio pelo presidente da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), na semana passada. Com o resultado, o PP também decidiu não convocar uma convenção nacional para discutir a entrada na chapa de Flávio. Em nota divulgada nesta sexta-feira, a direção afirmou que a decisão já foi comunicada e “acatada” por Tereza. “O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”, diz a nota. A consulta aos estados foi a última tentativa de abrir caminho para a composição. Depois de relutar em disputar a vice e negar a possibilidade em uma conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Tereza comunicou nesta semana a integrantes do PP que estava disposta a integrar a chapa. Diante da mudança, Ciro Nogueira consultou inicialmente integrantes da Executiva Nacional, mas a maioria defendeu a neutralidade. O partido decidiu então ouvir os diretórios estaduais antes de bater o martelo. O resultado representa um revés para a estratégia do PL de atrair a federação formada por PP e União Brasil e evitar que Flávio entre oficialmente na campanha presidencial sem o apoio de outros grandes partidos. Tereza era tratada pela cúpula do PL como o “nome ideal” para a vice, por seu trânsito com o Centrão e o agronegócio. Além da decisão política, o PP também apontou um obstáculo estatutário para uma eventual reviravolta. O estatuto da legenda exige antecedência mínima de oito dias para a convocação de uma convenção nacional. Com o período de convenções terminando em 5 de agosto, dirigentes avaliam que uma mudança só seria possível, em caso de consenso na direção — cenário que não existe. PP vê 'chantagem' em pressão de Flávio Nos bastidores, integrantes da cúpula do PP classificaram a movimentação de Flávio para ter Tereza Cristina como vice como uma espécie de “chantagem” para tentar forçar o partido a rever a neutralidade. A avaliação é que o senador buscou criar publicamente um fato consumado em torno do nome da parlamentar, aumentando o custo político para que a direção da legenda mantivesse a decisão de não apoiá-lo. Dirigentes do PP comparam a estratégia à adotada por Flávio em relação ao Republicanos, quando passou a defender a ex-presidente da Caixa Daniella Marques para a vice mesmo sem ter o aval da cúpula da legenda. Na leitura desses integrantes, nos dois casos o presidenciável tentou avançar sobre um nome de outro partido para pressionar a direção a embarcar em sua candidatura. No caso do Republicanos, porém, a pressão era ainda maior. Daniella havia se filiado à legenda sem que o conhecimento do presidente do partido, Marcos Pereira. Como o prazo para troca de partido terminou em 4 de abril, ela já não poderia migrar para outra sigla para compor a chapa, o que colocava Pereira contra a parede diante da investida do PL.
PP reafirma neutralidade nas eleições e comunica Tereza Cristina de que ela não será vice de Flávio
Senadora havia comunicado disposição de integrar chapa do PL, o que levou partido a consultar estados; maioria foi contra












