O PP, no entanto, comandado por Ciro Nogueira, resiste à aliança com o PL de Flávio Bolsonaro e deu uma resposta formal sobre as negociações nesta sexta-feira (31) ao emitir nota em que diz que se manterá neutro nas eleições presidenciais. Parte de uma federação com o União Brasil, o PP depende da concordância do União para tomar a decisão de aderir à candidatura de Flávio. Nos dois partidos, um empecilho é a dificuldade de conciliar uma eventual disposição do comando nacional com os interesses dos diretórios estaduais. Agora no g1 Do lado do PP pesa ainda a mágoa de Ciro Nogueira com Flávio Bolsonaro. Ciro é alvo do caso Master e, desde que o aliado passou a ser alvejado pelas investigações da Polícia Federal, Flávio demarcou distância do presidente do PP. Ciro foi ministro de Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ser cogitado por Flávio como possível vice. O que pensa Tereza Cristina Uma aliança com o PP adicionaria ainda à campanha de Flávio Bolsonaro dinheiro do fundo eleitoral e tempo de TV. Nesta sexta (31), o presidenciável disse que a senadora teria aceitado o convite, mas que dependia da decisão do PP. Minutos depois, o PP emitiu uma nota em que disse que ficaria neutro nas eleições presidenciais. 📆 Pela lei eleitoral, os partidos políticos têm até 5 de agosto para fazer convenções, eventos em que decidem se terão candidatos para os cargos em disputa, se apoiarão algum candidato de outro partido ou se ficarão neutros. Depois disso, eles têm até 15 de agosto para registrar na Justiça Eleitoral as chapas que disputarão as eleições. Flávio Bolsonaro (de pé), entre Ricardo Nunes (esq) e Tarcísio de Freitas (dir), participa de evento com vereadores em São Paulo nesta sexta-feira, 31 de julho — Foto: Divulgação Confira a cronologia da negociação por Tereza Cristina na vice de Flávio Bolsonaro 11 de fevereiro de 2026: Tereza Cristina afirma que ainda é "muito cedo" para discutir a composição de uma chapa e que a escolha do vice costuma ser a última definição de uma campanha;6 de abril de 2026: Surge o relato de uma divisão interna na direita; enquanto o Centrão e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sugerem o nome de Tereza Cristina, o "núcleo duro" bolsonarista resiste e prefere Romeu Zema (Novo);9 de abril de 2026: Durante a Expogrande, Flávio Bolsonaro declara publicamente que a senadora é seu "sonho de consumo" para a vice-presidência;28 de abril de 2026: Em entrevista, Tereza classifica a possibilidade como "pura especulação" e afirma que seu foco político para 2027 é disputar a presidência do Senado;21 de julho de 2026: Tereza Cristina se reúne com Valdemar Costa Neto e nega formalmente o convite para ser vice, reforçando sua intenção de presidir o Senado para não inviabilizar esse projeto futuro;22 de julho de 2026: O presidente do PP, Ciro Nogueira, comunica a Flávio Bolsonaro que a tendência da federação PP-União Brasil é manter a neutralidade no primeiro turno para priorizar as bancadas no Congresso e alianças estaduais;29 de julho de 2026: Flávio e Tereza Cristina se reúnem em Brasília e falam sobre a possibilidade de a senadora integrar a chapa presidencial;30 de julho de 2026: Pela primeira vez, a senadora reconhece publicamente que discutiu a composição para a vice-presidência com o pré-candidato do PL, embora ressalte que não há definições;31 de julho de 2026: Flávio Bolsonaro declara a jornalistas em São Paulo que fez o convite e que Tereza Cristina aceitou, mas pondera que a confirmação depende de o partido dela avançar nas conversas. Pouco depois da fala de Flávio, o PP divulga nota dizendo que manterá a neutralidade na disputa presidencial. O presidenciável diz que respeita a decisão, mas que é brasileiro e não desiste nunca.