Senadora se reuniu com candidato do PL e foi convidada para ser candidata a vice na chapa dele 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os senadores Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado A articulação do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e da cúpula do seu partido para ter a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como sua vice é encarada por integrantes do PP como parte de uma estratégia para constranger publicamente o partido a rever a posição de neutralidade. Flávio tem dialogado com a ala mais bolsonarista do partido do Centrão, da qual faz parte a própria senadora, para tentar ganhar apoio interno dentro da legenda e conseguir ter o apoio da federação que reúne PP e União Brasil. Além de Tereza, que de acordo com aliados no PP sinalizou positivamente a Flávio sobre a chance de concorrer a vice, outros integrantes da Executiva Nacional do partido também têm se inclinado a apoiar a ideia. Um deles é o tesoureiro da legenda, deputado Ricardo Barros (PR). Apesar disso, segundo relatos ouvidos pelo GLOBO, a maior parte da cúpula nacional da legenda ainda resiste a compor com Flávio e deseja optar pela neutralidade. Na terça, após Tereza ter se reunido com Flávio e comunicado o partido sobre a conversa, o presidente do PP, Ciro Nogueira, consultou integrantes da Executiva Nacional e a maioria optou por continuar com a neutralidade. Entre os nomes que se posicionaram para manter a neutralidade estavam os deputados Claudio Cajado (BA), Eduardo da Fonte (PE), Aguinaldo Ribeiro (PL) e Doutor Luizinho (RJ). A legenda ainda não anunciou publicamente o que vai fazer. Segundo aliados de Ciro Nogueira, ele tem indicado que vai seguir o que a maioria do partido decidir e que hoje o cenário é pela neutralidade. A senadora é vista como "nome ideal" pela cúpula do PL e foi citada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, como prioridade para concorrer ao cargo. Além disso, o apoio da federação União-PP garantiria a Flávio um tempo de propaganda maior que o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PP ainda não marcou a data que realizar sua convenção e trabalha com uma definição do cenário nacional até a data limite das convenções, que é o dia 5 de agosto. Ciro Nogueira ainda fará consultas aos diretórios estaduais da legenda para saber qual posição o partido deve adotar na disputa presidencial. Na semana passada, Flávio se reuniu com Ciro para tentar um acordo para o PP embarcar na coligação, mas não houve entendimento. A relação de proximidade entre Flávio e Daniel Vorcaro, protagonista do escândalo de fraude financeira do banco Master, tem afastado um apoio dos partidos do Centrão ao candidato do PL. Apesar disso, Flávio e a cúpula do PL ainda tentam uma reaproximação com a federação União-PP para evitar que sua candidatura chegue isolada na campanha presidencial. O presidente do PP, que já foi alvo de operação da Polícia Federal que investigou o uso de seu mandato para beneficiar Vorcaro, foi um dos principais responsáveis pelo afastamento. Ele concorre à reeleição para o Senado no Piauí e faz oposição ao PT no estado. Por outro lado, o senador tem elogiado Lula em eventos de sua pré-campanha. O dirigente partidário tem negado irregularidades e se queixou a aliados da forma como Flávio tratou o episódio da operação da PF, adotando distanciamento político. Diante do cenário do enfraquecimento de Flávio, os partidos, que antes avaliavam apoiar ele, pretendem deixar cada estado livre para construir uma aliança com o projeto presidencial que mais beneficiar a legenda na eleição para deputado.
PP vê pressão de Flávio para ter Tereza Cristina na vice, mas avalia reversão da neutralidade como improvável
Senadora se reuniu com candidato do PL e foi convidada para ser candidata a vice na chapa dele









