Eleições 2026

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou que tem interesse em compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL), mas o acerto ainda encontra resistência na cúpula da União-Progressista, federação do PP com o União Brasil. Integrantes da direção nacional veem no movimento ‘repentino‘ da senadora mais uma frente de pressão do PL para que a federação reveja a posição de neutralidade na disputa presidencial.

Principal cotada para a vice do filho de Jair Bolsonaro, sobretudo pela interlocução com o agro, Tereza até então resistia à possibilidade, mas relatou a aliados nos últimos dias que agora aceita embarcar na empreitada. A composição foi o assunto de uma reunião que a senadora teve com Flávio na noite desta quarta-feira 29.

Em nota, ela confirmou o encontro, mas reforçou que a decisão carece de “avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”.

A operação para convencê-la contou com participação de alguns caciques partidários, a exemplo de Michel Temer e Valdemar Costa Neto, e de interlocutores do setor produtivo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também teria atuado neste sentido, de acordo com relatos de pessoas que acompanharam as tratativas.