Cúpula nacional dos partidos ainda indica resistência a apoiar candidato do PL, mas vão fazer consultas a diretórios estaduais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tereza Cristina — Foto: Cristiano Mariz Integrantes do PP afirmaram que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou o desejo de ser candidata a vice-presidente na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ela é vista como "nome ideal" pela cúpula do PL. Uma eventual aliança, contudo, precisa ser confirmada pelo partido da parlamentar e pelo União Brasil, com quem a sigla forma uma federação. As duas legendas têm indicado que vão adotar neutralidade na disputa presidencial. Depois de relutar em aceitar disputar o cargo e ter negado querer participar da chapa em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na semana passada, a senadora teria comunicado ontem o recuo a integrantes do PP. De acordo com integrantes do PP ouvidos pelo GLOBO, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), decidiu então questionar outros integrantes da Executiva Nacional da legenda sobre a entrada da senadora na chapa. Entretanto, a maioria do grupo optou pela neutralidade na disputa presidencial. Apesar disso, a avaliação é que ainda haverá consultas aos diretórios estaduais da legenda para saber qual posição o partido deve adotar na disputa presidencial, deixando aberta a possibilidade de Tereza ser anunciada como vice de Flávio. Em nota, Tereza Cristina disse que se reuniu com Flávio Bolsonaro para falar sobre o assunto, mas reforçou que a decisão terá que ser tomada pelos dois partidos. Um membro da Executiva Nacional do PP avalia que o cenário de neutralidade está consolidado e que o partido nem planeja fazer uma convenção nacional, já que não haveria o que decidir sobre apoio às candidaturas presidenciais. Outro integrante da cúpula também diz que o cenário mais provável é a neutralidade e que a articulação envolvendo Tereza representa mais uma pressão do PL para que a neutralidade seja revista do que um movimento que existe no PP. Apesar disso, essa mesma pessoa não descarta uma mudança de posição em relação à neutralidade até o fim do período das convenções, que vai até o dia 5 de agosto. O líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho, esteve na semana passada no Palácio da Alvorada, quando disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o partido tinha optado pela neutralidade. De acordo com relatos, o deputado foi ao encontro a pedido de Ciro Nogueira, que faz oposição ao PT no Piauí, mas tenta se reeleger senador e tem feito elogios a Lula em eventos de pré-campanha. A relação de proximidade entre Flávio e Daniel Vorcaro, protagonista do escândalo de fraude financeira do banco Master, tem afastado um apoio dos partidos do Centrão ao candidato do PL. Apesar disso, Flávio e a cúpula do PL ainda tentam uma reaproximação com a federação União-PP para evitar que sua candidatura chegue isolada na campanha presidencial. O presidente do PP, Ciro Nogueira, que já foi alvo de operação da Polícia Federal que investigou o uso de seu mandato para beneficiar Vorcaro, foi um dos principais responsáveis pelo afastamento. O dirigente partidário tem negado irregularidades e se queixou a aliados da forma como Flávio tratou o episódio da operação da PF, adotando distanciamento político. Diante do cenário do enfraquecimento de Flávio, os partidos, que antes avaliavam apoiar ele, pretendem deixar cada estado livre para construir uma aliança com o projeto presidencial que mais beneficiar a legenda na eleição para deputado.
Aliados dizem que Tereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro e vai tentar reverter neutralidade de União e PP
Cúpula nacional dos partidos ainda indica resistência a apoiar candidato do PL, mas vão fazer consultas a diretórios estaduais








