Legenda decidiu pela neutralidade, mas ex-presidente da Caixa continuará auxiliando o senador e integrará conselho informal do presidenciável 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro com Daniella Marques — Foto: Reprodução A decisão do Republicanos pela neutralidade, tomada nesta terça-feira, impedirá que a ex-presidente da Caixa Daniella Marques integre a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidata a vice na disputa pela Presidência, mas não que ela continue a atuar na campanha do presideciável. Daniella faz parte da equipe técnica do senador e passará a integrar um conselho informal de Flávio, mantendo também atuação nas discussões de propostas voltadas à economia e às mulheres. Daniella já vinha colaborando com o programa da candidatura e havia ganhado força nas últimas semanas como uma das opções para compor a chapa. A decisão do Republicanos pela neutralidade, tomada nesta terça-feira, inviabilizou essa possibilidade, já que ela está filiada à legenda e depende de sua autorização para concorrer. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou após a convenção que, apesar da decisão institucional, pretende pessoalmente colaborar com Flávio e disse que Daniella poderá continuar atuando na campanha. — Essa decisão que foi tomada hoje será registrada em até 24 horas na Justiça Eleitoral. Eu pessoalmente vou colaborar com a campanha do Flávio, o Republicanos só não emprestará o tempo de televisão. Daniella pode continuar contribuindo com ideias, pode continuar filiada ao partido. Só não será dessa vez que poderá ser vice — afirmou. A previsão é que Daniella mantenha a interlocução que já vinha tendo com Flávio e seus auxiliares e passe a participar desse grupo informal de conselheiros da candidatura. Além das discussões sobre o programa de governo, ela continuará envolvida na construção da estratégia e de propostas direcionadas ao eleitorado feminino, segmento no qual a campanha identifica uma das principais dificuldades do presidenciável. A permanência de Daniella no entorno de Flávio ocorre depois de semanas de investidas do senador para tentar levá-la também à chapa. Sua filiação ao Republicanos, porém, ocorreu sem um acordo prévio com a direção nacional para que fosse candidata a vice, e a tentativa posterior de vinculá-la à entrada do partido na coligação provocou resistência entre dirigentes. Flávio insistiu na articulação até a véspera da convenção. Na segunda-feira, reuniu-se em Brasília com Pereira ao lado do coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O grupo tentou reverter a tendência de neutralidade e usou inclusive a melhora do presidenciável nas pesquisas como argumento para defender uma aliança. A resistência interna prevaleceu. Dos 27 diretórios estaduais consultados por Pereira, 17 defenderam a neutralidade, nove apoiaram Flávio e um se manifestou pelo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão encerrou a possibilidade de Daniella ocupar a vice, mas não impediu apoios individuais dentro do Republicanos. Pereira deixou claro que a legenda não integrará formalmente a coligação nem cederá seu tempo de televisão, mas que seus integrantes estarão livres para se posicionar na disputa presidencial. Para Flávio, a negativa mantém aberta a busca por um companheiro de chapa a um dia do fim das convenções. O senador também tentou atrair Tereza Cristina (PP-MS), mas o PP decidiu pela neutralidade e não autorizou a parlamentar a integrar a chapa. Com as sucessivas negativas do Centrão, cresceu dentro do PL a possibilidade de uma solução caseira para a vice. São cotados o coordenador de campanha Rogério Marinho (PL-RN), o senador Marcos Pontes (PL-SP) e as deputadas federais Priscila Costa (PL-CE), Júlia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF).
Sem aval do Republicanos para ser vice, Daniella Marques seguirá na campanha como conselheira de Flávio
Legenda decidiu pela neutralidade, mas ex-presidente da Caixa continuará auxiliando o senador e integrará conselho informal do presidenciável










