Presidente segue tendo sua liderança questionada dentro e fora da entidade após fracasso em plano de criar subsidiária e vender suas ações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Fifa Gianni Infantino enfrenta sua maior crise em dez anos no cargo — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP Em meio à crise de governança da Fifa, o presidente Gianni Infantino convocou uma reunião para esta quarta-feira com a alta cúpula de funcionários da entidade. O encontro será realizado em Marrocos, uma das sedes da próxima Copa do Mundo (ao lado de Espanha e Portugal) e onde o dirigente fez sua última aparição pública, na semana passada. A convocação da reunião foi revelada pelo jornal britânico The Times. O tema permanece em sigilo, mas a iniciativa de Infantino ocorre no momento em que enfrenta os maiores questionamentos em dez anos na presidência da Fifa. Após confederações e federações retirarem seu apoio à sua permanência no cargo, nesta terça foi a vez do dirigente suíço-italiano receber ataques de executivos da própria entidade. Um deles veio de Arsène Wenger. O chefe de Desenvolvimento Global do Futebol publicou um comunicado à imprensa no qual classificou como "absolutamente necessária e inquestionável" a decisão de retirar o projeto de criar a subsidiária Fifa Forward Enterprise (FFE) e vender suas ações a investidores privados. O francês fez questão de se desassociar do projeto. Segundo ele, só tomou conhecimento de sua existência a partir das primeiras notícias na imprensa. Wenger não foi o único e muito menos o mais importante na hierarquia da Fifa a se pronunciar de forma crítica ao projeto de Infantino. Também nesta terça, o secretário-geral Mattias Grafström disse que ele era "difícil de compreender e de aceitar". O sueco é o número 2 da Fifa. No cargo desde 2024, ele enviou um e-mail aos funcionários da entidade, que acabou revelado pela emissora britânica Sky News. Mesmo sem citar Infantino, o secretário-geral fez uma das críticas mais duras ao presidente. "Indivíduos, momentos instáveis e episódios infelizes vêm e vão. A instituição, sua missão e sua responsabilidade com o futebol permanecem", disse Grafström em trecho do e-mail. Além de criticar o projeto do FFE, o sueco agradeceu aos funcionários pela dedicação e comprometimento e se colocou disponível para seguir apoiando às equipes neste momento de crise. Frases que evidenciaram sua posição de liderança e o credibilizam a uma eventual liderança interina caso Infantino saia do cargo antes mesmo do fim de seu mandato, em março de 2027. "Garanto que, como integrantes da administração, vocês serão defendidos e preservados do contexto político que estamos vivendo neste momento. Não precisam se preocupar", acrescentou Grafström.