A conservação do cerrado, bioma pressionado pelo desmatamento, depende de remunerar as comunidades que protegem os ecossistemas. É com base nessa lógica que a Copabase (Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo), sediada em Arinos, no norte de Minas Gerais, comercializa frutos e castanhas cultivados por pequenos produtores e gera renda para 140 famílias.
A cooperativa coleta a produção nas casas dos agricultores e se responsabiliza pela logística para além das porteiras, incluindo processamento, rotulagem e venda. Sem a agroindustrialização, cada produtor teria muito mais dificuldade para negociar suas colheitas individualmente.
O faturamento alcançou R$ 3,2 milhões em 2025, o segundo maior valor desde a fundação em 2008, sendo 64,7% com polpas congeladas de frutas e 31,7% com castanha de baru —alimento nativo do cerrado e de alto valor nutricional que atrai consumidores na Europa e no Oriente Médio.
Um único contrato de exportação de 800 kg de baru para uma empresa dos Emirados Árabes Unidos, fechado neste ano, foi negociado no valor de R$ 68 mil. "A castanha é mais conhecida lá fora do que no Brasil. Não deveria ser assim, mas é a realidade", diz Dionete Figueiredo, gestora da Copabase.









