O Brasil atrai capital para restaurar milhões de hectares, mas ainda trata como periférico o elo que decide a qualidade, a escala e o legado socioambiental da restauração: as sementes nativas Coleta de sementes nativas feita pela Cooperativa dos Extrativistas da Flona de Carajás (Coex) — Foto: Divulgação/Vale O Brasil assumiu o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa. Trata-se de uma das maiores oportunidades do país para enfrentar as mudanças climáticas, conservar a biodiversidade, fortalecer a segurança hídrica e impulsionar uma economia baseada na natureza. A restauração vem atraindo investimentos crescentes, impulsionados por mercados de carbono, pela implementação do Código Florestal e outros instrumentos públicos, assim como por compromissos do setor privado. Mas uma pergunta estratégica permanece praticamente ausente desse debate: como garantir que investimentos pontuais em restauração deixem um legado socioambiental permanente no país?

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