Decisão atende pedido da campanha e mira identificação dos responsáveis por anúncios impulsionados contra o pré-candidato 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral — Foto: Antônio Augusto/TSE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta preserve os dados cadastrais e registros de perfis investigados por supostamente impulsionarem conteúdos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão sigilosa foi revelada pelo Metrópoles e ocorre no âmbito da representação apresentada pela campanha do pré-candidato à Presidência, que pede a identificação dos responsáveis pela estrutura. A medida foi tomada poucos dias após a equipe de Flávio acionar o TSE para investigar uma suposta rede de perfis falsos utilizada para impulsionar propaganda negativa contra o senador e outros políticos de direita. Além da preservação dos dados, o objetivo da ação é impedir que as informações sejam apagadas antes da conclusão das apurações. Reportagens publicadas pelo GLOBO revelaram a existência de páginas do Facebook e do Instagram, sem identificação clara dos responsáveis, que investiram mais de R$ 1 milhão em anúncios patrocinados contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As matérias mostraram que os perfis tinham poucos seguidores, mas movimentavam valores incompatíveis com seu alcance orgânico por meio da biblioteca de anúncios da Meta. Sete páginas no Facebook e no Instagram, com menos de 400 seguidores cada e sem identificação de seus responsáveis, injetaram mais de R$ 1,1 milhão em dois meses para impulsionar publicações contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorrerá à reeleição. A campanha ocorreu durante a revelação da ligação do parlamentar com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e enquanto as pesquisas apontavam a aproximação do pré-candidato à presidência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto. Na semana passada, integrantes da campanha de Flávio se reuniram com Nunes Marques para pedir prioridade na análise do caso. Na ocasião, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e a advogada Maria Claudia Bucchianeri afirmaram que, a partir das informações levantadas, identificaram indícios de uma estrutura muito maior, que poderia envolver cerca de 20 mil perfis com características semelhantes. Segundo eles, as contas utilizariam dados falsos para contratar publicidade e depois seriam apagadas para dificultar o rastreamento.
Nunes Marques manda Meta preservar dados de perfis suspeitos de atacar Flávio Bolsonaro
Decisão atende pedido da campanha e mira identificação dos responsáveis por anúncios impulsionados contra o pré-candidato








