[RESUMO] Autor argumenta que a baixa eficácia das políticas públicas decorre de três falhas: ignorar o comportamento real das pessoas, desconsiderar as características culturais das comunidades e manter Estado e mercado desarticulados. Esses fatores precisam ser integrados por meio de planejamento, avaliação contínua e um projeto nacional de longo prazo.

As políticas públicas não têm a eficiência desejada pela ausência de articulação, sobretudo no Brasil.

Três campos avultam: 1) o desconhecimento do ser humano, 2) o desprezo pela atitude das comunidades e nações e 3) a desconexão entre Estado e mercado. Três grandes degraus.

Primeiro, o ser humano não é como ele gostaria de ser. Há um grande vão entre o ser humano "como é" e o ser humano "como deveria ser". Ilusão.

As políticas públicas são feitas pelo ser humano imperfeito "como é", visando ao ser humano perfeito "como deveria ser". O comportamento esperado de quem vai receber a política é idealizado. Não se contempla o lado emocional que faz o ser humano desbordar da conduta racional-lógica, que René Descartes e Baruch Spinoza exponenciaram.