0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Estudo identificou 23 políticas e programas como exemplos de avanço, com forte ênfase nas áreas de mudanças climáticas e de povos e florestas — Foto: Mauro Pimentel/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 13:37 Desafios e Avanços na Política Ambiental do Governo Lula III Um estudo analisa a reconstrução da política ambiental no terceiro governo Lula, destacando 23 políticas e programas avançados em áreas como mudanças climáticas. Apesar dos progressos, alerta para déficits estruturais, como falta de servidores e infraestrutura precária, que ameaçam a continuidade das políticas, especialmente em caso de mudança governamental. A pesquisa sublinha a influência do Congresso e do agronegócio nas políticas ambientais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um novo estudo que investiga em que medida o terceiro governo Lula tem conseguido reconstruir a política ambiental brasileira após um período de desmonte institucional identificou 23 políticas e programas como exemplos de avanço, com forte ênfase nas áreas de mudanças climáticas e de povos e florestas. O levantamento também destaca a recomposição do orçamento, a retomada de espaços participativos, como o Conama, e a criação de novas estruturas, entre elas a Secretaria de Bioeconomia no Ministério do Meio Ambiente (MMA). Embora reconheça avanços importantes, o estudo alerta para a permanência de graves déficits estruturais. Entre eles estão a escassez de servidores, a precariedade da infraestrutura e a ausência de mecanismos que garantam autonomia suficiente para que a política ambiental seja uma política de Estado, e não apenas de governo. — No fim, o estudo serve como um alerta geral. Se houver uma mudança de governo após as próximas eleições, estaremos novamente vulneráveis a um novo ciclo de intensos retrocessos na área ambiental, considerando as posições já manifestadas por Flávio Bolsonaro. Isso ocorre porque ainda não foi possível fortalecer a estrutura de pessoal responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente. Falta gente, mas também autonomia e estrutura para preservar a legalidade e impedir que, a cada mudança de governo, o país seja obrigado a recomeçar tudo do zero — afirma Wallace Lopes, analista ambiental do Ibama e um dos autores do estudo. O artigo A reconstrução de capacidades estatais: um estudo da política ambiental e climática brasileira foi publicado na revista científica do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), da Unicamp, disponível na SciELO Brasil. Os pesquisadores concluem que a efetividade das políticas permanece condicionada a um ambiente de forte resistência no Congresso, às tensões dentro da própria coalizão governamental e às pressões constantes do agronegócio. Coordenadora da pesquisa, Ana Karine Pereira, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, afirma que os resultados mostram que a reconstrução da política ambiental está em andamento, mas ocorre de forma desigual e sob permanente disputa política. — O governo Lula III retomou políticas, espaços participativos e estruturas institucionais que haviam sido enfraquecidos nos anos anteriores. Essa reconstrução, contudo, permanece incompleta e bastante vulnerável às mudanças políticas. A resistência do Congresso, as divergências dentro da coalizão governamental e a influência de setores econômicos sobre a agenda ambiental limitam o alcance das mudanças e ajudam a explicar as contradições observadas na atual gestão — ressalta. O estudo completo - assinado ainda pelos pesquisadores Gustavo Apollo, Yasmin Oliveira Targino, Luiza de Moraes Tavares de Lima, Mariana Mota e Daniela Rosim - pode ser acessado clicando neste link.
Estudo aponta reconstrução da política ambiental, mas alerta para fragilidade institucional que leva a risco de novos retrocessos
Estudo aponta reconstrução da política ambiental, mas alerta para fragilidade institucional que leva a risco de novos retrocessos






