O debate de medidas econômicas pelos presidenciáveis nas eleições deste ano já nasceu pobre antes de começar para valer.

Os candidatos são pródigos em repetir diagnósticos sobre as razões dos problemas crônicos da economia brasileira, mas falta oxigenação de ideias de como resolvê-los por meio de uma abordagem moderna e inovadora.

Há uma fadiga de velhas propostas. É perceptível que as campanhas não estão preparadas para enfrentar o debate de ideias. Desenhar o plano de governo é apenas cumprir tabela.

A audiência, que são os eleitores, também não cobra profundidade e prefere se lambuzar no caminho fácil do Fla-Flu da polarização barata a serviço dos cliques das redes.

Na busca pela reeleição, o presidente Lula (PT) aposta na defesa do legado, dos programas que foram ampliados e das novas iniciativas, como o Desenrola e o Pé-de-Meia para estudantes. Em outra frente, mostrará que o PIB está crescendo, inflação controlada, desemprego baixo. Culpará os juros altos e esquecerá o crescimento da dívida pública.