A safra brasileira de café deste ano é recorde, recompondo oferta e estoques mundiais, uma vez que o Brasil é o principal fornecedor internacional desse produto. A velocidade da entrada do grão no mercado, no entanto, não é a esperada inicialmente. O excesso de chuva nas regiões produtoras trouxe uma série de desafios ao setor.

As observações são de analistas do Itaú BBA, que alertam também sobre atraso na secagem e no beneficiamento, queda de frutos e até na possibilidade de perda de qualidade do produto. Não bastassem os problemas da safra atual, o setor começa a olhar também para os possíveis efeitos de um El Niño mais forte sobre a colheita 2027/28. O risco climático traz incertezas sobre a florada dos cafezais.

Grãos de café - Mauro Pimentel - 30.abr.24/AFP

Essa nova visão tem levado o mercado a reagir nas últimas semanas, com forte alta no início deste mês, quando o arábica chegou a atingir US$ 3,50 por libra-peso no contrato de setembro em Nova York. Atualmente está em US$ 3,23.

Além dos fatores físicos, o mercado de café se movimenta também pela presença de fundos de investimentos. Eles intensificam as compras no setor.