O Brasil não repete neste ano a safrinha recorde que teve no período anterior, mas, apesar da queda na produção, o estoque de passagem —a sobra que vem da safra anterior— e a pouca competitividade brasileira no mercado externo garantem milho para o abastecimento interno. O país deve terminar esta safra, que vai até o final de janeiro de 2027, com estoques próximos ou até superiores aos 12,5 milhões de toneladas da anterior.
Os números esperados para a safra de inverno, próximos de 109 milhões de toneladas, não devem ser atingidos, uma vez que Goiás e Minas Gerais, estados importantes na produção nacional, tiveram a produtividade afetada por seca. Já Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul, que pareciam ter problemas no início da safra, estão com bom desempenho. A produção total do país, na soma das safras de verão e de inverno, deve ficar abaixo dos 139 milhões previstos anteriormente.
O consumo interno aumenta neste ano, principalmente pela alta no uso de milho na indústria de etanol, mas as exportações sofrem forte concorrência externa, ficando mais produto no mercado interno, segundo avaliação de Daniele Siqueira, analista da AgRural. "A exportação do país só engrena no segundo semestre, mas a competição dos Estados Unidos e da Argentina é muito pesada." Se for mantida, o Brasil fica mais para venda externa de 40 milhões de toneladas do que de 46 milhões estimados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), diz a analista.















