A segunda safra de milho, a chamada safrinha, não atingiu o recorde da do ano passado, mas ficou acima do que se esperava inicialmente. A Agroconsult, consultoria que realiza anualmente o Rally da Safra, evento que acompanha o desempenho das lavouras de soja e de milho nas principais regiões produtoras do país, subiu sua previsão para a produção de milho para este ano.
A safra do cereal rendeu 115,8 milhões de toneladas na safrinha, acima dos 112 milhões esperados inicialmente. No ano passado, havia sido de 125,3 milhões. Com os 28,4 milhões da primeira safra, o volume total de milho produzido em 2025/26 sobe para 144,2 milhões de toneladas, abaixo dos 152,3 milhões de 2024/25.
É uma boa safra, mas com muitos desafios, diz André Debastiani, coordenador do Rally da Safra. Produzir bem nem sempre é sinal de geração de renda. O mercado já veio com bom estoque de passagem da safra anterior, os preços não reagiram, e as margens são menores. No Paraná, por exemplo, ela é 40% inferior à da safra anterior.
Essas margens apertadas vêm da combinação de vários fatores. Os custos estão elevados, e superam em 6% os do ano passado, quando já haviam subido. Do lado financeiro, os juros são altos, o ambiente interno não é favorável, a produtividade deste ano é menor e os conflitos geopolíticos dificultam ainda mais o setor.











