O Banco Central acompanha atentamente os desdobramentos da tentativa do Banco de Brasília de não falir. Agentes da autarquia monitoram diariamente as tratativas de negociação do banco público em busca de um empréstimo para pagar uma dívida avaliada em 6,6 bilhões de reais devido a transações fraudulentas feitas com o Banco Master.

Procuradores do BC que acompanham o caso relataram à reportagem, sob reserva, que a situação do BRB “assusta um pouco”. Além de o banco estar envolvo em uma teia de suspeitas de conluio com o Master para maquiar transações fraudulentas entre as instituições, o BRB tem encontrado dificuldades para firmar um financiamento de 6,5 bilhões de reais para retirar o banco do sufoco.

O BRB é uma das instituições investigadas no caso Master. O ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente em abril deste ano por sua atuação na tentativa de compra do banco de Daniel Vorcaro, além da aquisição de carteiras de crédito fraudulentas. Embora tenha demonstrado intenção em delatar, a Procuradoria-Geral da República sequer firmou o acordo de confidencialidade com o ex-banqueiro por ausência de novos elementos à investigação.

Em maio, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, homologou um acordo firmado entre a União e o Distrito Federal para a concessão de um empréstimo pelo Fundo Garantidor de Créditos, com fiança dos bancos, mas sem o Governo Federal como garantidor do aporte.