A crise do BRB (Banco de Brasília) não representa um risco à estabilidade do sistema financeiro nacional, segundo a área técnica do Banco Central. No entanto, a avaliação interna é que uma eventual quebra da instituição após prejuízos com o Banco Master pode provocar um grande impacto na economia do Distrito Federal.

O BRB tenta viabilizar até o dia 29 de maio o plano de socorro da instituição após operações fraudulentas com o conglomerado de Daniel Vorcaro, mas esbarra na condição financeira do governo do Distrito Federal –acionista controlador do banco.

A situação do BRB foi discutida nesta quarta-feira (13) pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No encontro, ela contou ter enfatizado a importância do banco estatal para o funcionamento da economia local.

"O BRB não é apenas um banco, ele tem um papel central no pagamento dos servidores, no crédito imobiliário, no apoio a pequenos negócios, em programas sociais, enfim, no desenvolvimento econômico e social da nossa cidade", disse.

"Reforcei ao presidente que qualquer solução precisa priorizar a proteção desses trabalhadores, a continuidade das operações e, é claro, a segurança e a estabilidade do banco", acrescentou.