BRB entrou em apuros após transações malsucedidas com Banco Master. Lei que viabiliza empréstimo de R$ 6,6 bilhões foi sancionada em junho; crédito ainda não foi efetivado. O presidente do BRB se reuniu nesta segunda-feira (27) com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. O encontro deve voltar a tratar do empréstimo para tirar o banco da crise. A crise decorre de transações com o Banco Master. Em abril, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso por autorizar negócios sem lastro. O BRB estima que R$ 8,8 bilhões em créditos comprados do Master são inexistentes ou fraudados. O empréstimo cobrirá R$ 6,6 bilhões desse montante. Presidentes do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do Banco Central, Gabriel Galípolo, em imagens de arquivo — Foto: BRB/Divulgação e Raphael Ribeiro/Banco Central O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, se reuniu na tarde desta segunda-feira (27) com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No último dia 14, a governadora do DF, Celina Leão, participou de reunião similar com Nelson e Galípolo na sede do BRB. O grupo saiu sem dar entrevistas e, depois, o governo classificou o encontro como uma "reunião técnica". Até as 16h30, Nelson Antônio de Souza e a diretora-executiva de Controles e Riscos (DICOR) do BRB, Ana Paula Teixeira de Sousa, seguiam na sede do Banco Central. União e Governo do DF fecham acordo pra socorrer BRB O governo do DF é o acionista controlador do banco e utiliza o BRB para operar mais de 30 programas sociais, oferecer crédito habitacional e até para operar a folha de pagamento do funcionalismo distrital;Por isso, cabe ao Executivo local garantir que o banco funcione dentro das regras do sistema financeiro do país – o que foi comprometido pelas supostas fraudes nas transações com o Master. Por que o BRB está em crise? Fachada do banco BRB. — Foto: Reprodução/TV Globo O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco. O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. LEIA TAMBÉM: Leia mais notícias sobre a região no g1 DF. Banco Central do Brasil Brasília Celina Leão Distrito Federal Gabriel Galípolo PP