Dinheiro será usado para capitalizar instituição do DF e cobrir parte do rombo deixado pelas transações com o Master 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 BRB Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília — Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A avaliação negativa dos bancos sobre plano de negócios apresentado pelo Banco de Brasília (BRB) para tentar convencê-los a dar as garantias necessárias para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emprestar R$ 6 bilhões tem pesado para alongar as negociações e está aumentando os riscos da operação não se concretizar. O dinheiro é necessário para o aumento de capital do BRB, que será usado para cobrir parte do rombo deixado pelas transações com o Banco Master. O recado sobre as dificuldades na operação foi dado pelos bancos a interlocutores do governo federal, que tem participado das discussões como uma espécie de mediador que viabilizou o entendimento homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. O outro fator que está pesando são as próprias contra-garantias oferecidas pelo governo do Distrito Federal, que seriam os recursos dos fundos de participação dos Estados (FPE) e (FPM). A leitura das instituições é que, mesmo com o envolvimento de Fux na negociação, ainda haveria riscos de o STF posteriormente invalidar um eventual bloqueio dos recursos em caso de inadimplência do DF, o que deixaria os bancos com a conta a pagar. O acordo foi homologado no STF em maio e na ocasião foi visto como o grande passo para destravar o empréstimo que permitiria ao banco se reenquadrar nos padrões exigidos pelo Banco Central, após os danos causados pela relação da instituição brasiliense com o Banco Master. O crédito seria ofertado pelo FGC com garantia dada por meio de um sindicato de bancos envolvendo Banco do Brasil, Caixa, BTG, Bradesco, Itaú e Santander, além da XP, que entrou nas negociações mais recentemente. Essas instituições teriam como garantia os fundos de participações e até, eventualmente, o fundo constitucional do DF, que não entrou no acordo de maio. Mas o temor de o entendimento ser posteriormente considerado inconstitucional deixou as instituições ressabiadas. Nesse contexto, o governo estuda negociar um aditivo ao acordo com o STF para tentar minimizar esse risco. No lado do plano de negócios, não há muito o que governo federal possa fazer e caberia ao BRB mostrar um plano mais convincente. Um interlocutor com envolvimento nas discussões questiona a postura dos bancos, dado que o empréstimo efetivamente é para o GDF e seu pagamento independeria do desempenho do banco, ainda que ele seja o destinatário final dos recursos. Porém, outro interlocutor defende a postura das instituições alegando que se o banco brasiliense não tiver sustentabilidade, a conta para o FGC poderá ficar maior do que os R$ 17 bilhões estimados de prejuízo que uma liquidação por agora causaria e foi usado pelo governo federal como argumento para pressionar as instituições privadas a entrarem na operação. Nesse contexto de estica e puxa, o alongamento do processo só piora a situação do BRB, à medida que vai minando a confiança de clientes e investidores. Um dos principais temores entre fontes que estão envolvidas no tema é que o banco perca alguma conta maior de depósitos judiciais, que estavam na casa dos R$ 30 bilhões após uma política agressiva de rentabilidade oferecida pelo ex-presidente Paulo Henrique Costa, hoje preso por conta das relações dele com o Master, que deixaram o BRB em situação bastante precária. Procurado para falar do tema, o banco brasiliense deu a seguinte resposta: “O BRB informa que as tratativas relacionadas à operação de empréstimo junto ao FGC seguem em andamento conforme previsão no acordo homologado pelo STF. O Banco mantém sua confiança na conclusão das medidas previstas para o fortalecimento de sua posição de capital e segue operando normalmente.”
Bancos não gostam de plano de negócios apresentado pelo BRB e reforçam dificuldades de acordo por empréstimo de R$ 6 bi
Dinheiro será usado para capitalizar instituição do DF e cobrir parte do rombo deixado pelas transações com o Master








