0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo argentino, Javier Milei, durante cúpula do Mercosul em Buenos Aires — Foto: Luis ROBAYO / AFP Em conversas internas, o presidente Lula tem deixado claro que não pretende responder institucionalmente aos ataques do presidente argentino Javier Milei, a quem vê como “subalterno” do ex-presidente Donald Trump. A orientação é que as respostas do governo brasileiro sejam firmes, mas sem entrar no “ringue” com lideranças de extrema direita. As declarações do chanceler Mauro Vieira após os ataques de Milei na convenção do PL, onde Flávio Bolsonaro foi lançado à presidência, foram alinhadas diretamente com Lula. Apesar disso, integrantes do governo não descartam que o presidente brasileiro possa abordar o tema em agendas eleitorais ou entrevistas, mas garantem que Milei não terá o protagonismo desejado. Milei chamou Lula de “presidiário” e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca” durante sua participação na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência. A avaliação de integrantes do governo brasileiro é que os ataques só reforçam o discurso de Lula sobre a defesa da soberania nacional e consolidam essa pauta como uma das centrais da campanha. O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu, na noite deste domingo, o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para manifestar a insatisfação do governo brasileiro com as declarações de Milei.